Quem é você, Alasca? - John Green


Pessoas lindas do meu Brasil varonil, eu tava ensaiando aqui há alguns dias pra fazer a resenha desse livro bem bonitinha, mas acontece que não consigo. Por quê? Porque, em uma das minhas andanças pelo grupo do Skoob no Facebook, eu dou de cara com um Spoiler. Com a P*RRA DE UM SPOILER!!!!!! Pensei: Não deve dar em nada não. Esquecida como sou nem vou lembrar do que li", mas lembrei. Não curti.Eu espero que todo mundo leia esse livro sem spoiler, aliás, apoio um mundo onde não exista alguém tão legal a ponto de dar spoilers ao vento. 

Aí, você que está lendo me pergunta: '' Mas Carol, você não gostou nem um pouquinho do livro?". Gostei galera, mas eu li esperando que chegasse a parte que eu tinha visto, então quando chegou, pufff, nem fiquei impressionada. É um livro que precisa ler nas entrelinhas. Existe muito mais pra perceber do que está escrito, então mesmo com tudo o que li, ainda fiquei me perguntando o porquê e cheguei a conclusão de que certas coisas só tem resposta pra quem vive a situação, "os outros, são só os outros", e eles (nós), não precisamos entender, só aceitar.

Mesmo decepcionada comigo mesma, por ter sido uma fraca ter me submetido ao spoiler, separei ulguns quotes e vou colocá-los aqui em baixo, logo após a sinopse.

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Sinopse: Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao "Grande Talvez".
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"Não sabia se podia confiar nela e já estava cansado de sua imprevisibilidade - fria num dia, meiga no outro; irresistivelmente sedutora num momento e insuportavelmente chata no outro. Eu preferia o Coronel: pelo menos, quando ele ficava mal-humorado, ele tinha um motivo." - pág. 77

"Simples assim. De centenas de quilômetros por hora ao repouso em um nanossegundo. Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante...se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão." - pág. 91

"O medo não é uma boa desculpa!...O medo é uma desculpa que todo mundo sempre dá!" - pág. 97

" Foi o momento mais importante da vida da Alasca. Quando ela chorou e disse que tinha estragado tudo, agora eu entendia o que ela queria dizer. Quando ela falou que tinha decepcionado todo o mundo, eu sabia de quem ela estava falando. Era o tudo e o todo mundo de sua vida". - pág. 124

..."Não era o bastante ser seu último beijo. Eu queria ser seu último amor. Mas sabia que não era". -pág. 176

"Ela me ensinou tudo o que eu sabia sobre lagostins, beijos, vinho tinto e poesia. Ela me mudou." - pág. 176

..."Pois ela tinha personificado o Grande Talvez - tinha me mostrado que valia a pena deixar minha vidinha e sair em busca de talvezes maiores". - pág. 177

"Depois de todo esse tempo, acho que 'rápida e diretamente' é o único jeito de sair - mas prefiro o labirinto. O labirinto é uma droga, mas eu o escolho." - pág. 222

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Essa edição é da #EditoraMartinsFontes e tem 229 páginas.

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